quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dados da Arborização Urbana de Piraí do Sul - PR

Um assunto muito discutido nas redes sociais esta semana aqui em Piraí do Sul foi à arborização urbana, ou a ausência dela. Devido ao fato da prefeitura municipal realizar o corte de algumas árvores que de certa forma tem ligação sentimental com a população, as famosas e conhecidas popularmente por árvores das barraquinhas - Ligustrum Lucidum

Gostaria de compartilhar com meus leitores dados completos sobre a arborização urbana de Piraí do Sul.
Realizei no ano de 2009 época a qual estágiei na prefeitura municipal o inventário total, ou seja, o censo (100%) da arborização urbana de nossa cidade.

Segue abaixo alguns dados.

DADOS

QUANTIDADE

PERCENTUAL

Árvores

886

100

Árvores Jovens

180

20,3

Árvores Nativas

220

24,8

Árvores Exóticas

666

75,2

Remoção

19

2,1



As 5 principais espécies encontradas, dominam 75,06% da arborização de Piraí do Sul.

ESPÉCIE

NOME CIENTÍFICO

FAMÍLIA

QUANT.

%

Alfeneiro Brilhante

Ligustrum lucidum

Oleaceae

294

33,2

Extremosa

Lagerstroemia indica

Lythraceae

222

25,1

Cedrinho

Cupressus sempervirens

Cupressaceae

53

5,98

Palmeira

Syagrus ramanzoffiana

Arecaceae

49

5,53

Aroeira molle

Shinus molle

Anacardiaceae

47

5,30

-

TOTAL

-

665

75,06


Distribuição por bairros - foi dividida a cidade em 23 setores:

BAIRRO

QUANT. DE ÁRVORES

Alto da IX

59

Baixada

18

Benevenuto Dalcol

45

Centro

250

Conjunto Victor Cioffi

48

Conjunto Victor Cioffi de Luca

3

Conjunto Victor de Luca

16

Cristo Redentor

70

Estrada Velha

18

Itibere

3

Jardim São Lourenço

9

Jardim Favoreto

4

Jardim Fidelis Maciel

45

Jardim João de Barro

8

Jardim Mª de L. Lubacheski

29

Jardim Manoel Izidoro

1

Jardim Primavera

7

Matriz

30

Ronda

157

Três Santas

2

Vila Brasilinha

33

Vila Paraná

27

Vila São Pedro

4

TOTAL

886


Nos bairros cadastrados foram catalogadas 886 árvores, totalizando 52 diferentes espécies arbóreas.

O estado atual da Arborização Urbana de Piraí do Sul é precário, encontram - se pouca quantidade de espécies plantadas e algumas em péssima qualidade de conservação. 666 árvores ou 75,2% da arborização urbana são de espécie exótica, sendo 35,9% pertencente à lista de espécies exóticas invasora para o estado do Paraná, conforme Portaria IAP nº 095 de 22 de maio de 2007.

Atualmente se encontram em Piraí do Sul somente 220 espécies nativas caracterizando 24,8% do total. Sendo este numero muito baixo, uma vez que a lei nº 10.257 de 10 de julho de 2001 no seu Art. 42 inciso IV define o limite mínimo de 60% do total de árvores plantadas deve ser oriundas dos ecossistemas nativos da região com a diversificação de seu uso.

Muitas das espécies encontradas não apresentam características para a Arborização Urbana. Os maiores problemas de Piraí do Sul são causados por incompatibilidade com a rede elétrica e infraestrutura, destruição do passeio, substancia alérgicas e trocos com presença de espinhos.

Forte Abraço.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Manejo de bacias hidrográficas

Muito boa essa materia da revista opiniões. Com Robson Oliveira Laprovitera, Gerente de Planejamento Florestal da International Paper.

Costumo definir o manejo de bacias hidrográficas como a ética do bom manejo florestal, pois seus princípios buscam conjugar a sustentabilidade do ambiente de produção com o atendimento de questões morais e normas sociais.


Nada mais ético, portanto, do que melhorar continuamente a produtividade florestal através de um manejo que, diretamente também, proporcione externalidades ambientais positivas, reduzindo as perdas de solo e, ao mesmo tempo, conservando a sustentabilidade do sítio, que inclua no seu escopo a conservação da biodiversidade e que garanta um fornecimento regular de água com qualidade à sua jusante.

Nada mais justo, portanto, que a busca desse bom manejo gere reconhecimento e bônus ao empreendedor responsável, através, por exemplo, da agregação de valor à imagem da empresa perante a sociedade e a comunidade que a acolhem, ao seu produto final pela possibilidade da certificação florestal e pelo pagamento por serviços ambientais e facilitação de acesso ao crédito.

Nada mais equânime, portanto, que o ônus do mau manejo, ou seja, aquele que não incorporou os princípios do manejo de bacias hidrográficas, incida sobre o empreendedor florestal, seja na forma de desaprovação por parte da comunidade, por rejeição de clientes e fornecedores, ou mesmo por sanções de quem defende o direito e o ideário da sociedade.

Diante dessa realidade contemporânea, em minha opinião, dois conceitos estarão na vanguarda do manejo de plantações florestais nos próximos anos e talvez décadas: a hidrossolidariedade e a destruição criativa.

Na escala da paisagem, não são as propriedades e os talhões e sim as bacias hidrográficas as unidades mínimas de manejo. Nesse cenário, o planejamento deve considerar a vizinhança e ponderar entre as oportunidades de empreender-se e os riscos associados ao negócio advindos da possibilidade de impactos adversos das plantações sobre o deflúvio.

Emerge, então, o conceito de “hidrossolidariedade”, que deve prevalecer e ditar o zoneamento da paisagem, ao integrar áreas de produção com áreas de proteção ecológica e interesse social. O olhar deve ultrapassar as fronteiras da propriedade, combinar-se com a perspectiva do macro e interagir com a visão alheia, a de quem deseja ser partícipe do desenvolvimento local, pois que dele também depende e é corresponsável.

Na escala da propriedade, os princípios do manejo de bacias hidrográficas vão além da restauração de áreas naturais e da reavaliação contínua do desenho do sistema viário e das práticas de conservação do solo. O paradigma a ser enfrentado é que a excelência da silvicultura não pode ser alcançada somente com gestão via melhoria contínua, cujo foco está direcionado ao processo e ao cliente.

É preciso haver transformação de posturas, num processo de “destruição criativa”, em que o velho dá lugar ao novo, e cujo foco está na inovação, no mercado, nas necessidades e nos stakeholders. O manejo deve ser adaptativo e, ao mesmo tempo, inovador, pois as empresas não vão garantir a sustentabilidade dos seus negócios simplesmente fazendo de um jeito melhor aquilo que já fazem hoje.

Para exemplificar esses novos conceitos, suponhamos paisagens ou propriedades onde há iminência de conflitos pelo uso da água. Nesses casos, seria possível reduzirmos a densidade de plantio de 3 x 2 para 3 x 2,5 em talhões que margeiam as cabeceiras de drenagem? Seria apropriado alterarmos o espaçamento de 3 x 2,5 para 6 x 1,4 para reduzir as perdas de água por interceptação?

Não seria oportuno utilizar diferentes materiais genéticos cujo comportamento ecofisiológico implique menor consumo de água por tonelada de madeira produzida? Seria possível realocar, em parceria com a comunidade, as áreas de Reserva Legal dessas propriedades para que elas cumpram melhor sua função social? Seria possível considerar o risco hidrológico no microplanejamento quanto ao talhão? Qual seria a perspectiva de redução no consumo de água pela implantação desse novo manejo?

Como sabemos, são as perguntas que movem o mundo, a única dúvida é se estamos trabalhando para buscar respondê-las e incorporando, no dia a dia, os conceitos de hidrosolidariedade e destruição criativa. Em minha opinião, acho que sim, mas a trajetória é longa, contínua e requer, além de pesquisa e desenvolvimento, coragem para mudar, tomar decisões e assumir riscos.

Fonte: http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?id=736


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ibama inova com a implantação do Auto de Infração Eletrônico

Com processo de licitação já concluído, o Ibama adotará, dentro de seis meses, o Auto de Infração Eletrônico nas fiscalizações de ilícitos ambientais como parte da estratégia de modernização do instituto, que prevê investimentos de mais de R$ 10 milhões no sistema no período de quatro anos.

A nova modalidade de autuação proporcionará maior eficiência por parte dos agentes ambientais federais e maior eficácia de suas ações no controle desses ilícitos uma vez que contribuirá para o controle efetivo das atividades de fiscalização e agilizará o julgamento dos processos ao integrar o sistema móvel ao corporativo, com a transferência automática dos dados contidos no auto, otimizando, assim, as providências pelas demais unidades da autarquia.

Entre suas funcionalidades, o sistema fará o registro de fotografias e coordenadas dos ilícitos, permitirá consultas a sistemas corporativos e rastreabilidade de rotas de deslocamentos das equipes e processará cálculos e edição de textos. Em breve, servirá também como instrumento de comunicação entre equipes e unidades do Ibama.

É importante ressaltar que a nova tecnologia, resultante do trabalho implementado pela Diretoria de Planejamento, Administração e Logística (Diplan) e pela Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro), garantirá a redução do tempo de preenchimento do auto de infração e de seu cadastramento on-line no Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização (Sicafi) bem como a redução de recursos administrativos e judiciais decorrentes de possíveis equívocos no ato de lavratura do auto de infração, seja em função da escrita ilegível, seja por indicação incorreta da norma jurídica violada.

Segundo o diretor de Planejamento, Administração e Logística, Edmundo Soares do Nascimento Filho, o Ibama “é o primeiro órgão ambiental, em nível nacional, a implantar o Auto de Infração Eletrônico, e essa solução tecnológica e administrativa auxiliará os agentes ambientais à medida que reduzirá a quantidade excessiva de material transportado para o campo, permitindo a consulta à legislação ambiental por meio eletrônico e, principalmente, assegurando a integridade e a segurança dos dados. É um marco da atual gestão por representar um salto de qualidade, um revés no ilícito ambiental. Com esse instrumento, o Ibama trabalhará com inteligência, celeridade e segurança das informações, no contexto do que a sociedade espera da administração pública. Retrata o Ibama do século XXI que a sociedade quer”.

Para o diretor de Proteção Ambiental, Luciano de Meneses Evaristo, “a tecnologia moderniza e padroniza as ações de fiscalização ambiental no país, propiciando mais consistência aos autos de infração e maior velocidade ao fluxo das informações para o gerenciamento, em tempo real, das atividades planejadas”.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/08/05/73061-ibama-inova-com-a-implantacao-do-auto-de-infracao-eletronico.html

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A cada nova chuva forte o mesmo e antigo problema...

Não é dificíl de se perceber que a cada nova chuva forte, como essa que atingiu a região dos Campos Gerais no ultimo final de semana, que várias famílias ficam desabrigadas devido ao alagamento de suas residências ou risco de deslisamento do local onde moram.
É fato que a história se repete ano a ano, tendo praticamente os mesmos atores envolvidos “famílias carentes e o poder público”.
Não tenho nada contra auxiliar e esse é o dever do poder público e muitas vezes também da sociedade privada, porém vamos ir à raiz do problema, porque isso ocorre
Penso que por falta de sensibilidade e incompetência do poder público, que prefere todo ano ou todo chuva forte ir para o lado do assistêncialismo do que resolver o problema.
Área que imunda, sempre irá imundar é fato, o necessário e retirar as famílias do local e lhes dar moradia digna. Mas só isso não basta, é preciso utilizar a área onde estas famílias foram retiradas para outra função. Florestar a área ou criar parques lacustres são soluções simples de serem empregadas.
É preciso parar de querer aparecer com a tragédia dos outros e buscar realmente a solução do problema, enquanto o assistêncialismo superar a busca de soluções e saídas inteligentes, o problema irá persistir infelizmente.

Abraços.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Áreas protegidas não evitam perda da biodiversidade, diz estudo

Cientistas alertam que destruição continua em um ritmo alto e situação pode ficar catastrófica em 2050

Toronto - A garantia de áreas protegidas não está evitando a perda de biodiversidade que para o ano 2050 pode ser catastrófica, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira que exige soluções mais efetivas para os problemas de crescimento da população e do nível de consumo.
Segundo o estudo, publicado na revista científica "Marine Ecology Progress Series", embora hoje em dia existam 100 mil áreas protegidas no mundo todo, que somam 17 milhões de quilômetros quadrados em terra e 2 milhões de quilômetros quadrados nos oceanos, a perda de biodiversidade aumentou.

"Estamos investindo uma grande quantidade de recursos financeiros e humanos na criação de áreas protegidas e infelizmente a evidência existente sugere que essa não é a solução mais efetiva", afirmou em declarações à Agência Efe Camilo Mora, um pesquisador colombiano que trabalha atualmente para a Universidade do Havaí em Manoa.

"Infelizmente a perda de biodiversidade está no mesmo nível que sempre esteve e devido a essa aceleração da perda de biodiversidade, há uma certa urgência para começar a implementar a solução mais efetiva ao problema da biodiversidade", acrescentou Mora.

Um dos problemas é que dessas 100 mil áreas protegidas, só se produz um cumprimento estrito das normas em 5,8% das quais está em terra e 0,08% das quais estão nos oceanos.

A despesa mundial nas áreas protegidas é de US$ 6 bilhões ao ano, quando deveria ser de US$ 24 bilhões, por isso que muitas áreas não são financiadas de forma adequada, disse o estudo.

O estudo coautor Peter Sale, diretor do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde (Canadá) da Universidade das Nações Unidas, também identificou outras quatro limitações no uso de áreas protegidas como forma para preservar a biodiversidade do planeta.

Segundo Mora e Sale, o crescimento previsto das áreas protegidas é muito lento. Ao atual ritmo, para alcançar o objetivo de cobrir 30% dos ecossistemas do mundo com áreas protegidas se necessitariam 185 anos em terra e 80 anos nos oceanos.

Ao mesmo tempo, as ameaças contra a biodiversidade, como a mudança climática e a poluição, estão avançado rapidamente, enquanto o tamanho e a conexão das áreas protegidas são inadequados. Cerca de 30% das áreas protegidas nos oceanos e 60% das de terra têm uma superfície inferior a 1 quilômetro quadrado.

Além disso, as áreas protegidas só são uma medida efetiva contra duas ameaças de origem humana, a exploração em massa e a perda de habitat, mas não contra outras como mudança climática, poluição e espécies invasoras.

Finalmente, as áreas protegidas entram em conflito com o desenvolvimento humano.
Por estas razões, Mora disse que "é o momento de empregar todos esses recursos que vão para as áreas protegidas e utilizá-los em estratégias que sejam mais efetivas ao problema tão grave que temos com a perda de biodiversidade".

Fonte: http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13512&pai=8&sid=79&sub=876

Governo adota novas medidas para conter aumento de contágios

  Em razão do significativo aumento no número de pessoas contaminadas pela Covid-19 no Paraná, o Governo do Estado produziu um novo instrume...