
terça-feira, 20 de março de 2012
Unir gado, soja e floresta faz bem ao bolso

sexta-feira, 16 de março de 2012
A nova lei dos agrotóxicos
A nova resolução sobre o cadastro de agrotóxicos, que entrou em vigor no Paraná no fim do ano passado
quinta-feira, 15 de março de 2012
Governo adia votação de lei ambiental

Dilma só quer aprovação do Código Florestal quando tiver certeza de que texto será mantido
"Nós não queremos uma votação desastrada, que anistie todo mundo e torne o veto da presidente difícil. Isso seria o pior dos mundos", disse ao Estado um ministro que participou das negociações do Código Florestal, admitindo a apreensão do governo em relação ao tema.
Em reunião com parlamentares da base aliada, na semana passada, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi na mesma linha. "Eu quero dizer que não entendo nada de agricultura nem de meio ambiente, mas posso assegurar que a presidente Dilma não aceitará um retrocesso no Código Florestal às vésperas da Rio+20", afirmou aos deputados e senadores, numa referência à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O evento será realizado em junho, no Rio, com a presença de líderes mundiais.
Na prática, a rota de colisão entre Ideli e o então líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) - substituído esta semana pelo colega de partido Arlindo Chinaglia (SP) -, foi agravada pela posição do parlamentar em relação ao Código Florestal. Para o governo, Vaccarezza defende os interesses dos ruralistas. O petista nega.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Os 20 ativos florestais mais valiosos do Brasil
Os 5 ativos melhor classificados respondem por 53% do valor total calculado
Os 5 ativos melhor classificados respondem por 53% do valor total calculado.
Destaque para o setor de celulose que responde por 59% desse valor.
Confira o relatório completo em http://www.consufor.com/publicacoes_estudos.php
quinta-feira, 8 de março de 2012
Impasse entre IAP e Força Verde fragiliza fiscalização ambiental

Para ambientalistas, o IAP, com seus 70 técnicos, não é capaz de fiscalizar sozinho todo o território paranaense. “A Força Verde é a única estrutura capaz de responder por uma escala mínima de fiscalização no Paraná. O IAP não tem estrutura para fazer isso sozinho”, afirma o diretor da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), Clóvis Borges. Para ele, de nada adianta ter uma Polícia Ambiental que não pode multar.
No interior do estado, o trabalho fica a cargo do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), de prefeituras e do Ministério da Pesca, cujos efetivos também são considerados inexpressivos.
O ambientalista José Álvaro Carneiro, ex-superintendente do Ibama no Paraná, lembra que o corpo técnico do IAP vem diminuindo a cada ano, justamente num momento em que as demandas ambientais aumentam em quantidade e complexidade. “Não é de hoje que o IAP não consegue mais dar a resposta desejada”, afirma.
Imbróglio
Segundo fontes da própria polícia, o impasse estaria ocorrendo porque a Polícia Ambiental quer um aumento no repasse de verbas de 5% para 25% para renovar o convênio. Oficialmente, porém, o comando da Força Verde nega a existência dessa proposta, mas também não revela qual seria o índice exigido para o novo acordo. O porcentual repassado à polícia é calculado com base na própria arrecadação de multas.
O IAP não informou à reportagem o valor total de autuações pagas no ano passado ou por mês. Mas o relatório de receitas do site Gestão do Dinheiro Público revela que o Paraná recebeu R$ 6,8 milhões em multas aplicadas por danos ao meio ambiente em 2011. Isso quer dizer que até o fim do acordo a Força Verde recebia R$ 340 mil e que o valor pleiteado agora chegaria a R$ 1,7 milhão ao ano. Nos primeiros dez meses de 2011, os policiais ambientais fizeram 2,3 mil autuações no estado – cerca de 230 por mês.
O IAP também deixou de fazer o repasse das diárias aos policiais da Força Verde em serviço para subsidiar despesas com alimentação e combustível da frota que atuava na fiscalização ambiental. Com o orçamento apertado, resta ao batalhão cobrir as despesas atuais com recursos do próprio caixa ou depender da ajuda de prefeituras para não interromper o trabalho de orientação, prevenção e coleta de materiais.
“Desde o primeiro convênio com o IAP [na década de 90] nunca houve um compromisso com o repasse de recursos adequados à Polícia Ambiental. Para ilustrar a situação, de 2003 a 2011, o batalhão lavrou cerca de 30 mil autos de infração, o equivalente a R$ 300 milhões. Independentemente do que foi arrecadado desse montante, nesse mesmo período houve o repasse de somente 11 jipes novos e alguns veículos velhos e usados”, diz Borges.
Ministério Público quer a renovação do acordo
O Ministério Público (MP) do Paraná encaminhou um ofício na última terça-feira ao governador Beto Richa destacando a importância do convênio e sugerindo sua pronta renovação. O MP não quis dar entrevista à Gazeta do Povo para comentar o problema e se limitou a responder por meio de nota. Afirmou que “é necessária e urgente a renovação do convênio diante da relevância desta atuação integrada nas fiscalizações e no cumprimento da legislação florestal”.
Já o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) promete se manifestar somente depois da renovação do acordo, mas não informa uma data para que isso ocorra.
A reportagem tentou falar, durante quatro semanas, com o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. O secretário de Meio Ambiente do Paraná e presidente do Conselho Estadual de Meio Ambiente, Jonel Nazareno Iurk, também foi procurado. Por meio da assessoria de imprensa, disse que não iria comentar o assunto por não “ter base técnica sobre o documento”. O secretário disse que só depois de conhecer as bases do convênio entre a Polícia Ambiental e o IAP é que poderia se manifestar.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Transgênicos ultrapassam os 80%

Soja e milho transgênicos atingiram 28,68 milhões de hectares nesta temporada no Brasil, mostra indicador elaborado pela equipe técnica da Expedição Safra Gazeta da Povo. Essa área corresponde a 86% dos 33,36 milhões de hectares dedicados às duas culturas na safra de verão e mostra que a transgenia continua avançando de norte a sul no país.
O milho geneticamente modificado (GM) começou a ser cultivado comercialmente em larga escala em 2009/10 e, na estreia, teve 50% da área. Em três safras, avançou 33 pontos. No mesmo período, a soja GM, que está em sua sexta temporada, ganhou 17 pontos, chegando a 87%. O avanço verificado na safra atual, de 2 e 6 pontos, respectivamente, foi medido a partir de 270 entrevistas realizadas em campo com produtores e especialistas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Centro-Norte (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) de outubro do ano passado a fevereiro deste ano.
O Brasil se consolida como o segundo país que mais cultiva grãos transgênicos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que dedicam 69 milhões de hectares às sementes GM, conforme o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Biotecnológicas Agrícolas (Isaaa, na sigla em inglês). Os 21,59 milhões de hectares da soja GM representam 3,12 vezes a extensão total cultivada com a oleaginosa em Mato Grosso, líder nacional na cultura, e 4,6 vezes o tamanho dessa lavoura no Paraná, segundo colocado. No milho de verão, a área com transgenia é 7,63 vezes maior que a paranaense nesta estação.
À medida que surgem variedades de sementes mais produtivas e, entre elas, predominam as versões transgênicas, a cobertura GM continua crescendo, aponta a Expedição Safra. A soja pode dar novo salto com a chegada da tecnologia Intacta, sucessora da Roundup Ready, que lançou os transgênicos no Brasil.
Os transgênicos ganham maior espaço inclusive em regiões que resistiram à mudança, como os Campos Gerais paranaenses. Com aprovação de pesquisas regionais, produtores que há três safras cultivavam só sementes convencionais dedicam metade da área aos grãos modificados e relatam que o rendimento cresceu de 3,2 mil para 3,4 mil quilos por hectare.
Os produtores de sementes confirmam a preferência do setor por variedades precoces e de crescimento indeterminado, predominantemente transgênicas. “Testamos outras opções por questão estratégica, mas as vendas nos orientam a multiplicar essas variedades”, disse Geraldo Fróes, de Floresta (Norte do Paraná).
Se os estados do Centro-Sul e do Centro-Norte seguirem a tendência do Rio Grande do Sul, estado que inaugurou o cultivo de soja RR no país, os transgênicos vão passar da casa de 90%. No Noroeste gaúcho, a soja RR sustenta 99% de cobertura.
terça-feira, 6 de março de 2012
Código Florestal será votado nesta terça-feira
A votação do novo Código Florestal brasileiro, marcada para terça-feira (6), na Câmara dos Deputados, vai enfrentar fortes resistências dos setores ambientalista e científico. Mesmo assim, o governo não abre mão de ver a matéria aprovada definitivamente, como está, nesta semana.
A primeira batalha a ser enfrentada pelos defensores do texto será com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que já se manifestou contrária à proposta da forma como saiu do Senado. Os cientistas da SBPC querem mudanças na matéria e o veto de alguns trechos colocados pelo senador Jorge Viana (PT-AC) – que foi o relator do projeto no Senado.
Um dos pontos que mais preocupam os cientistas é a redução das áreas de preservação permanente (APP) nas margens de rios. Um documento entregue pela SBPC ao relator da matéria na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), e apoiado pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), aponta que as APPs serão reduzidas em 50% com o novo texto.
Esse e outros trechos teriam que ser suprimidos pelo relator, na opinião dos cientistas. Caso isso não ocorra, a SBPC fará uma movimentação social para pressionar a presidenta Dilma Rousseff a vetar o projeto.
Paulo Piau, por sua vez, explicou à Agência Brasil que não pode incluir novas mudanças no projeto, uma vez que ele já passou pela Câmara e pelo Senado, e, agora, será apenas revisto. “Recebi um documento deles. Tudo aquilo que for importante para a gente colocar dentro do que foi negociado e que for permitido pelo regimento, a gente pode colocar. Mas eles pedem muita coisa que não é mais possível”, justificou.
VAI CONTINUAR
Segundo o relator, as discussões sobre o novo código não serão encerradas com a votação de terça-feira. Uma série de outros projetos relacionados ao assunto deverá surgir, segundo o relator. É o caso, por exemplo, de proposições que tratam da agricultura irrigada, setor que não recebeu atenção especial no código que está para ser votado. Para Piau, os parlamentares deverão “rever [o tema] após a revisão”. “Muita coisa vai continuar sendo discutida. A discussão não se esgota agora”, avaliou.
Sobre a promessa de manifestações em todo o país pedindo que a presidenta Dilma vete o projeto, caso ele seja aprovado, Piau diz que é uma posição política e não acredita que a pressão dê resultados. Ele também não deve mexer no texto para atender aos parlamentares do Amapá sobre a redução das reservas legais em terras indígenas no estado.
Fonte: http://www.diarioonline.com.br/noticia-190687-codigo-florestal-sera-votado-nesta-terca-feira.html
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Em razão do significativo aumento no número de pessoas contaminadas pela Covid-19 no Paraná, o Governo do Estado produziu um novo instrume...
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