sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Manejo de bacias hidrográficas

Muito boa essa materia da revista opiniões. Com Robson Oliveira Laprovitera, Gerente de Planejamento Florestal da International Paper.

Costumo definir o manejo de bacias hidrográficas como a ética do bom manejo florestal, pois seus princípios buscam conjugar a sustentabilidade do ambiente de produção com o atendimento de questões morais e normas sociais.


Nada mais ético, portanto, do que melhorar continuamente a produtividade florestal através de um manejo que, diretamente também, proporcione externalidades ambientais positivas, reduzindo as perdas de solo e, ao mesmo tempo, conservando a sustentabilidade do sítio, que inclua no seu escopo a conservação da biodiversidade e que garanta um fornecimento regular de água com qualidade à sua jusante.

Nada mais justo, portanto, que a busca desse bom manejo gere reconhecimento e bônus ao empreendedor responsável, através, por exemplo, da agregação de valor à imagem da empresa perante a sociedade e a comunidade que a acolhem, ao seu produto final pela possibilidade da certificação florestal e pelo pagamento por serviços ambientais e facilitação de acesso ao crédito.

Nada mais equânime, portanto, que o ônus do mau manejo, ou seja, aquele que não incorporou os princípios do manejo de bacias hidrográficas, incida sobre o empreendedor florestal, seja na forma de desaprovação por parte da comunidade, por rejeição de clientes e fornecedores, ou mesmo por sanções de quem defende o direito e o ideário da sociedade.

Diante dessa realidade contemporânea, em minha opinião, dois conceitos estarão na vanguarda do manejo de plantações florestais nos próximos anos e talvez décadas: a hidrossolidariedade e a destruição criativa.

Na escala da paisagem, não são as propriedades e os talhões e sim as bacias hidrográficas as unidades mínimas de manejo. Nesse cenário, o planejamento deve considerar a vizinhança e ponderar entre as oportunidades de empreender-se e os riscos associados ao negócio advindos da possibilidade de impactos adversos das plantações sobre o deflúvio.

Emerge, então, o conceito de “hidrossolidariedade”, que deve prevalecer e ditar o zoneamento da paisagem, ao integrar áreas de produção com áreas de proteção ecológica e interesse social. O olhar deve ultrapassar as fronteiras da propriedade, combinar-se com a perspectiva do macro e interagir com a visão alheia, a de quem deseja ser partícipe do desenvolvimento local, pois que dele também depende e é corresponsável.

Na escala da propriedade, os princípios do manejo de bacias hidrográficas vão além da restauração de áreas naturais e da reavaliação contínua do desenho do sistema viário e das práticas de conservação do solo. O paradigma a ser enfrentado é que a excelência da silvicultura não pode ser alcançada somente com gestão via melhoria contínua, cujo foco está direcionado ao processo e ao cliente.

É preciso haver transformação de posturas, num processo de “destruição criativa”, em que o velho dá lugar ao novo, e cujo foco está na inovação, no mercado, nas necessidades e nos stakeholders. O manejo deve ser adaptativo e, ao mesmo tempo, inovador, pois as empresas não vão garantir a sustentabilidade dos seus negócios simplesmente fazendo de um jeito melhor aquilo que já fazem hoje.

Para exemplificar esses novos conceitos, suponhamos paisagens ou propriedades onde há iminência de conflitos pelo uso da água. Nesses casos, seria possível reduzirmos a densidade de plantio de 3 x 2 para 3 x 2,5 em talhões que margeiam as cabeceiras de drenagem? Seria apropriado alterarmos o espaçamento de 3 x 2,5 para 6 x 1,4 para reduzir as perdas de água por interceptação?

Não seria oportuno utilizar diferentes materiais genéticos cujo comportamento ecofisiológico implique menor consumo de água por tonelada de madeira produzida? Seria possível realocar, em parceria com a comunidade, as áreas de Reserva Legal dessas propriedades para que elas cumpram melhor sua função social? Seria possível considerar o risco hidrológico no microplanejamento quanto ao talhão? Qual seria a perspectiva de redução no consumo de água pela implantação desse novo manejo?

Como sabemos, são as perguntas que movem o mundo, a única dúvida é se estamos trabalhando para buscar respondê-las e incorporando, no dia a dia, os conceitos de hidrosolidariedade e destruição criativa. Em minha opinião, acho que sim, mas a trajetória é longa, contínua e requer, além de pesquisa e desenvolvimento, coragem para mudar, tomar decisões e assumir riscos.

Fonte: http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?id=736


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ibama inova com a implantação do Auto de Infração Eletrônico

Com processo de licitação já concluído, o Ibama adotará, dentro de seis meses, o Auto de Infração Eletrônico nas fiscalizações de ilícitos ambientais como parte da estratégia de modernização do instituto, que prevê investimentos de mais de R$ 10 milhões no sistema no período de quatro anos.

A nova modalidade de autuação proporcionará maior eficiência por parte dos agentes ambientais federais e maior eficácia de suas ações no controle desses ilícitos uma vez que contribuirá para o controle efetivo das atividades de fiscalização e agilizará o julgamento dos processos ao integrar o sistema móvel ao corporativo, com a transferência automática dos dados contidos no auto, otimizando, assim, as providências pelas demais unidades da autarquia.

Entre suas funcionalidades, o sistema fará o registro de fotografias e coordenadas dos ilícitos, permitirá consultas a sistemas corporativos e rastreabilidade de rotas de deslocamentos das equipes e processará cálculos e edição de textos. Em breve, servirá também como instrumento de comunicação entre equipes e unidades do Ibama.

É importante ressaltar que a nova tecnologia, resultante do trabalho implementado pela Diretoria de Planejamento, Administração e Logística (Diplan) e pela Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro), garantirá a redução do tempo de preenchimento do auto de infração e de seu cadastramento on-line no Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização (Sicafi) bem como a redução de recursos administrativos e judiciais decorrentes de possíveis equívocos no ato de lavratura do auto de infração, seja em função da escrita ilegível, seja por indicação incorreta da norma jurídica violada.

Segundo o diretor de Planejamento, Administração e Logística, Edmundo Soares do Nascimento Filho, o Ibama “é o primeiro órgão ambiental, em nível nacional, a implantar o Auto de Infração Eletrônico, e essa solução tecnológica e administrativa auxiliará os agentes ambientais à medida que reduzirá a quantidade excessiva de material transportado para o campo, permitindo a consulta à legislação ambiental por meio eletrônico e, principalmente, assegurando a integridade e a segurança dos dados. É um marco da atual gestão por representar um salto de qualidade, um revés no ilícito ambiental. Com esse instrumento, o Ibama trabalhará com inteligência, celeridade e segurança das informações, no contexto do que a sociedade espera da administração pública. Retrata o Ibama do século XXI que a sociedade quer”.

Para o diretor de Proteção Ambiental, Luciano de Meneses Evaristo, “a tecnologia moderniza e padroniza as ações de fiscalização ambiental no país, propiciando mais consistência aos autos de infração e maior velocidade ao fluxo das informações para o gerenciamento, em tempo real, das atividades planejadas”.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/08/05/73061-ibama-inova-com-a-implantacao-do-auto-de-infracao-eletronico.html

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A cada nova chuva forte o mesmo e antigo problema...

Não é dificíl de se perceber que a cada nova chuva forte, como essa que atingiu a região dos Campos Gerais no ultimo final de semana, que várias famílias ficam desabrigadas devido ao alagamento de suas residências ou risco de deslisamento do local onde moram.
É fato que a história se repete ano a ano, tendo praticamente os mesmos atores envolvidos “famílias carentes e o poder público”.
Não tenho nada contra auxiliar e esse é o dever do poder público e muitas vezes também da sociedade privada, porém vamos ir à raiz do problema, porque isso ocorre
Penso que por falta de sensibilidade e incompetência do poder público, que prefere todo ano ou todo chuva forte ir para o lado do assistêncialismo do que resolver o problema.
Área que imunda, sempre irá imundar é fato, o necessário e retirar as famílias do local e lhes dar moradia digna. Mas só isso não basta, é preciso utilizar a área onde estas famílias foram retiradas para outra função. Florestar a área ou criar parques lacustres são soluções simples de serem empregadas.
É preciso parar de querer aparecer com a tragédia dos outros e buscar realmente a solução do problema, enquanto o assistêncialismo superar a busca de soluções e saídas inteligentes, o problema irá persistir infelizmente.

Abraços.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Áreas protegidas não evitam perda da biodiversidade, diz estudo

Cientistas alertam que destruição continua em um ritmo alto e situação pode ficar catastrófica em 2050

Toronto - A garantia de áreas protegidas não está evitando a perda de biodiversidade que para o ano 2050 pode ser catastrófica, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira que exige soluções mais efetivas para os problemas de crescimento da população e do nível de consumo.
Segundo o estudo, publicado na revista científica "Marine Ecology Progress Series", embora hoje em dia existam 100 mil áreas protegidas no mundo todo, que somam 17 milhões de quilômetros quadrados em terra e 2 milhões de quilômetros quadrados nos oceanos, a perda de biodiversidade aumentou.

"Estamos investindo uma grande quantidade de recursos financeiros e humanos na criação de áreas protegidas e infelizmente a evidência existente sugere que essa não é a solução mais efetiva", afirmou em declarações à Agência Efe Camilo Mora, um pesquisador colombiano que trabalha atualmente para a Universidade do Havaí em Manoa.

"Infelizmente a perda de biodiversidade está no mesmo nível que sempre esteve e devido a essa aceleração da perda de biodiversidade, há uma certa urgência para começar a implementar a solução mais efetiva ao problema da biodiversidade", acrescentou Mora.

Um dos problemas é que dessas 100 mil áreas protegidas, só se produz um cumprimento estrito das normas em 5,8% das quais está em terra e 0,08% das quais estão nos oceanos.

A despesa mundial nas áreas protegidas é de US$ 6 bilhões ao ano, quando deveria ser de US$ 24 bilhões, por isso que muitas áreas não são financiadas de forma adequada, disse o estudo.

O estudo coautor Peter Sale, diretor do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde (Canadá) da Universidade das Nações Unidas, também identificou outras quatro limitações no uso de áreas protegidas como forma para preservar a biodiversidade do planeta.

Segundo Mora e Sale, o crescimento previsto das áreas protegidas é muito lento. Ao atual ritmo, para alcançar o objetivo de cobrir 30% dos ecossistemas do mundo com áreas protegidas se necessitariam 185 anos em terra e 80 anos nos oceanos.

Ao mesmo tempo, as ameaças contra a biodiversidade, como a mudança climática e a poluição, estão avançado rapidamente, enquanto o tamanho e a conexão das áreas protegidas são inadequados. Cerca de 30% das áreas protegidas nos oceanos e 60% das de terra têm uma superfície inferior a 1 quilômetro quadrado.

Além disso, as áreas protegidas só são uma medida efetiva contra duas ameaças de origem humana, a exploração em massa e a perda de habitat, mas não contra outras como mudança climática, poluição e espécies invasoras.

Finalmente, as áreas protegidas entram em conflito com o desenvolvimento humano.
Por estas razões, Mora disse que "é o momento de empregar todos esses recursos que vão para as áreas protegidas e utilizá-los em estratégias que sejam mais efetivas ao problema tão grave que temos com a perda de biodiversidade".

Fonte: http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13512&pai=8&sid=79&sub=876

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O passo a passo de investimentos florestais

Quando se fala em investimentos florestais, o conceito de “novas fronteiras” possui diferentes significados, de acordo com o perfil do investidor. Não é difícil encontrar investidores que entendam como “novas fronteiras” qualquer projeto florestal que não esteja localizado nas regiões mais tradicionais dos estados da região Sul do Brasil.

Interpretações individuais à parte, uma forma mais objetiva de se caracterizar as novas fronteiras é a simples observação da evolução regional da área plantada. Uma rica fonte de informações é o Anuário Estatístico da ABRAF, que, em sua edição de 2011, apresentou o panorama caracterizado pelo desbravamento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O elevado nível dos preços de terra nos mercados consolidados é a principal motivação para a migração para novas fronteiras. Outros fatores que estimulam projetos em novas fronteiras incluem o desenvolvimento da infraestrutura e logística regional, a abundância de áreas adequadas à silvicultura, estímulos governamentais como linhas de crédito e regulamentações estaduais voltadas ao setor. Por sua vez, o desenvolvimento de uma nova fronteira florestal geralmente contribui positivamente para as economias regionais.

Diferentemente das atividades agropecuárias, a silvicultura de florestas plantadas é uma atividade intensiva em mão de obra e com reduzida oscilação sazonal. Os viveiros florestais oferecem excelentes oportunidades de emprego que valorizam a força de trabalho feminina, reconhecida pelo seu maior nível de cuidado e atenção.

E, de maneira geral, os projetos estruturados, com certificação florestal, trazem ao campo condições dignas de trabalho e respeito ao meio ambiente. Com relação aos riscos associados a um projeto florestal em nova fronteira, entendemos que o mais relevante é o risco de mercado. Em outras palavras, o risco de, no momento de iniciar a colheita das árvores, não existir demanda que remunere adequadamente a madeira a ser comercializada.

Uma máxima usualmente assumida nos projetos de novas fronteiras é a de que “se desenvolvendo uma base florestal de escala e qualidade, as indústrias serão atraídas, e uma demanda local será criada”. Apesar de tal lógica representar um caminho possível, sua efetiva concretização depende de inúmeros fatores que estão fora do controle do empreendedor florestal. Adicionalmente, o longo prazo de maturação da floresta dificulta o exercício de projetar o contexto de mercado de uma nova fronteira no momento do início da colheita.

Cabe lembrar que o setor florestal brasileiro, no período pós-incentivos fiscais do extinto FISET, testemunhou as duras consequências de plantios em novas fronteiras, que não foram acompanhados de desenvolvimentos industriais. Por outro lado, se um projeto de investimento florestal já nasce associado a um projeto industrial que assegurará a demanda, esse risco é reduzido ou eliminado.

Outros riscos que afetam os investimentos em novas fronteiras são:

• Titulação: precariedade da documentação e insegurança jurídica com relação a titulações muitas vezes maculadas por diferentes vícios;

• Tecnologia florestal: a falta de experiências em escala comercial dificulta em muito a vida do engenheiro florestal, em temas centrais de sua atividade, como a escolha dos materiais genéticos adequados, regras de espaçamento, regimes de nutrição,
período de plantio, entre outras, que têm um impacto direto sobre a produtividade florestal (IMA);

• Questões fundiárias: demarcação de territórios indígenas e quilombolas, bem como a relação com grupos sociais diversos, tais como populações ribeirinhas, quebradeiras de coco e movimentos sem-terra em geral;

• Questões ambientais: nas novas fronteiras, a exploração da terra se encontra pouco consolidada, e programas de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEEs) podem introduzir restrições ao uso do solo com potencial impacto sobre a atividade florestal; e

• Custos silviculturais: maiores distâncias dos centros produtores de insumos, a logística mais precária e a falta de mão de obra qualificada são fatores que dificultam a previsibilidade dos custos silviculturais.

Considerando o exposto, não é de se surpreender que os investidores florestais que se aventuram em projetos greenfield nas novas fronteiras buscam retornos bastante superiores ao que seria possível obter em investimentos de menor risco, como seria o caso de uma aquisição de floresta madura no Sul ou Sudeste.

E também não é difícil de acreditar que boa parte dos gestores florestais, especialmente os estrangeiros que ainda não consolidaram uma presença no Brasil, não tenham sequer o mandato para prospectar novas fronteiras.

Escrito por Fernando Abucham e Marcelo Sales
Fonte: Revista Opiniões

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mudança no Código Florestal prejudicará a Reforma Agrária

A reforma no Código Florestal, em análise no Senado, deve ter um impacto econômico até agora insuspeito: no valor das desapropriações para reforma agrária e criação de unidades de conservação.

Ao mudar os parâmetros de área de preservação no interior de propriedades, a nova lei aumentará a área produtiva “”passível de indenização pelo poder público para fins de desapropriação. Para especialistas ouvidos pela Folha, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a dezenas de bilhões de reais. “É uma caixa preta, cujos cálculos ninguém fez ainda”, disse Herman Benjamin, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e conselheiro do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Ele cita uma única indenização, na década de 1990, para a criação do parque nacional da Serra do Mar, em Ubatuba (SP). Foi desapropriada uma área de 13 mil hectares, por R$ 1 bilhão. Hoje, o Estado de São Paulo deve mais de R$ 7 bilhões em desapropriações ambientais.

De acordo com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o tema chegou a ser discutido entre o instituto e o Ministério do Meio Ambiente. Como o código ainda não foi aprovado, não foi feito um cálculo de qual seria o gasto adicional em indenizações.

Mudanças

O texto do novo Código Florestal sugere mudanças tanto em APPs (Áreas de Preservação Permanente) quanto em reservas legais. No caso das APPs, áreas hoje consideradas intocáveis, como encostas, passarão a ter possibilidade de uso agrícola.

Acontece que hoje as APPs não são contabilizadas como área produtiva de propriedades. Por isso, não são passíveis de indenização para fins de reforma agrária ou criação de unidade de conservação caso sejam ocupadas.

“No instante em que você legaliza, especialmente áreas de pasto, isso passa a ter valor econômico”, diz Benjamin. “Haverá alteração de todas as ações indenizatórias, não só em curso, mas já transitadas em julgado e em etapa decisória. Serão bilhões de reais”, afirma o ministro.

Flávio Botelho, professor de agronegócio da UnB (Universidade de Brasília), explica que desapropriações poderão ocorrer em áreas de expansão agrícola “”como no sul da Amazônia, em Mato Grosso, no Maranhão e no Piauí. “Regiões como o Sul e o Sudeste, que são mais ocupados, tendem a sofrer menos modificações”, afirma.

Benjamin diz que a discussão sobre o tema não pode ser fundamentada em “miudezas”, mas no debate das linhas principais do código. “A lei jamais contará com a unanimidade. É evidente que haverá divergências se forem discutidos os pormenores. Ruralistas e ambientalistas devem reconhecer que todos perderão um pouco.”

Para ele, as grandes linhas de orientação da reforma são a separação entre o futuro e o passado “determinar quais áreas são passivo ambiental e precisam ser recuperadas” e o esclarecimento de que os dispositivos futuros não serão flexibilizados no tratamento das florestas existentes daqui para a frente.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/07/22/mudanca-no-codigo-florestal-prejudicara-a-reforma-agraria/

terça-feira, 19 de julho de 2011

Árvores antigas ajudam florestas a crescer

Um estudo recente revela que árvores antigas podem ajudar a crescer florestas. A pesquisa também aponta que bactérias que vivem no musgo de galhos de árvores velhas são duas vezes mais eficazes em “fixar” nitrogênio do que as que vivem no chão.

Os resultados mostram a importância de se conservar as árvores grandes e velhas das florestas. Segundo biólogos, a interação entre essas árvores centenárias, musgos e cianobactérias é o que contribui para a dinâmica de nutrientes de uma forma que pode realmente manter a produtividade dessas florestas a longo prazo.

Os pesquisadores descobriram as árvores antigas são fundamentais para se continuar provendo as florestas com nitrogênio e florescendo seu crescimento. O musgo é o elemento crucial, mas a qualidade de nitrogênio produzida depende de árvores com musgo.

O estudo mostra que são necessárias árvores suficientemente grandes e velhas para começar a acumular musgo até que as cianobactérias se associem a esse musgo. Muitas árvores não começam a acumular musgo até ultrapassar 100 anos. Portanto, a pequisa mostra que a densidade de grandes árvores antigas envoltas em musgo é responsável para um povoamento florestal eficiente.

Fonte: http://www.remade.com.br/br/noticia.php?num=9069&title=%C1rvores%20antigas%20ajudam%20florestas%20a%20crescer

Governo adota novas medidas para conter aumento de contágios

  Em razão do significativo aumento no número de pessoas contaminadas pela Covid-19 no Paraná, o Governo do Estado produziu um novo instrume...