terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eucalipto desponta como importante fonte de renda em MG


Em uma fazenda no município de São Sebastião do Oeste, centro oeste de Minas Gerais, há 1.400 hectares de eucalipto. A produção é vendida para o setor da construção civil.

No Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, a área plantada com eucalipto aumenta todos os anos em 300 mil hectares. Isso acontece porque é cada vez maior o número de produtores rurais que utiliza madeira para diversificar a renda no campo.

Na fazenda Campo Alegre, município de Itapecerica, no lugar da lavoura de milho, o agricultor Amilton Naves plantou eucalipto e braquiária. Enquanto as árvores crescem, o produtor usa a área como pastagem.

As pecuárias de corte e de leite sempre foram as principais atividades, mas há dois anos o eucalipto ganha cada vez mais espaço. “Hoje temos 25 hectares plantados e o objetivo é aumentar o plantio em 10 hectares por ano. A gente acredita que o eucalipto a longo prazo vai ser uma das grandes atividades para o produtor rural devido à alta demanda para madeira na construção civil”, explica.

No leste de Mato Grosso do Sul, em Três Lagoas, a 340 quilômetros de Campo Grande, durante muitos anos, o município se destacou por ter um dos maiores rebanhos bovinos do estado. Agora, as pastagens foram substituídas em boa parte por florestas de eucalipto.

Armando Almeida é produtor rural há 30 anos. Quando comprou a propriedade de dois mil hectares teve como atividade principal a pecuária. Há oito anos, a pastagem estava degradada, dominada por uma praga e precisava de reforma. Foi quando surgiu a alternativa do eucalipto.

Hoje, Armando tem 1.200 hectares de florestas plantadas. A primeira colheita já foi feita e ele pretende prorrogar por mais sete anos o contrato com a fábrica de celulose.

As florestas de eucalipto ocupam uma área de 1,160 milhão de hectares no município. A produção é consumida por duas indústrias: de papel e de celulose. Uma terceira, também de celulose, já está se instalando na região e deve começar a funcionar no segundo semestre deste ano.

A instalação das fábricas teve incentivos fiscais, como a isenção do ICMS, mas a economia do município por outro lado se beneficiou e o movimento do comércio aumentou.

Márcio Neves é um exemplo das pessoas que tiveram aumento na renda. Antes, ele trabalhava em uma indústria do setor têxtil e ganhava R$ 600 por mês. Agora, é operador de colheitadeira e o salário subiu para R$ 2 mil. “Estou feliz profissionalmente, a remuneração e a qualidade de vida estão muito boas”, comemora.

Fonte: Globo Rural / G1

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